Conheça 5 propriedades técnicas do Poliestireno Expandido – Portal AEC Web

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Conheça 5 propriedades técnicas do Poliestireno Expandido – Portal AEC Web

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Condutibilidade térmica, classificação antichamas e resistência à deformação são algumas das características que tornam a solução adequada para construção civil. Entenda

05/06/2018 – VINICIUS VELOSO

Conheça 5 propriedades técnicas do Poliestireno Expandido
O EPS vem conquistando espaço no mercado de construção civil (foto: shutterstock.com / sima)

Você sabia que o Poliestireno Expandido (EPS) é um material extremamente leve e capaz de assumir diferentes formatos? Rapidamente, o produto foi ganhando espaço em diversos setores, como o de embalagens, automobilístico e da construção civil. E, atualmente, a solução marca presença em várias etapas do processo construtivo.

ONDE USAR EPS?

Entre os principais usos na construção estão lajes pré-fabricadas; núcleo para telhas termoacústicas; pérolas para confecção de concreto leve; elevação de pisos existentes; estabilização de taludes e aterros; sub-base para pavimentação de estradas, rodovias e pistas de pouso em aeroportos; flutuadores em portos e marinas; placas monolíticas para alvenaria; elementos de proteção térmica; forros; molduras; e sancas.

“O EPS é uma solução mais inteligente e econômica para execução de edificações do que as opções tradicionais. O material garante uma série de vantagens, como a realização rápida da obra, canteiro limpo e isolamento térmico excelente”, detalha a arquiteta Fanny Solange, CEO do escritório Domingos de Arquitetura. Todo esse sucesso pode ser explicado pelas propriedades técnicas do material.

ESPECIFICAÇÕES EM PROJETOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA

De acordo com a Comissão Setorial de EPS da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), as principais propriedades técnicas que devem ser analisadas no momento de especificar o EPS são densidade, resistência à compressão e extinguibilidade. O grupo ressalta que cada aplicação apresenta determinadas peculiaridades que precisam ser analisadas por profissional capacitado.

Existem normas técnicas que detalham as características que o material deve apresentar. Por exemplo, a ABNT NBR 11.752 — Materiais Celulares de Poliestireno para Isolamento Térmico na Construção Civil e Refrigeração Industrial — Especificação — informa os índices de resistência à compressão, resistência à flexão, permeabilidade ao vapor d’água, entre outras características.

“Nos projetos arquitetônicos, são levadas em consideração espessura, modularidade, se o produto suporta as exigências de vãos livres e também a organização da obra”, enumera Solange, lembrando que uma edificação que recebe soluções de EPS não apresenta diferenças visuais em relação às construções convencionais. “Além disso, é uma alternativa interessante para ampliações, por ser leve e não sobrecarregar a estrutura pré-existente”, completa.

CLASSIFICAÇÃO ANTICHAMAS

O EPS está disponível em dois tipos: P e F, sendo que o empregado na construção civil deve, obrigatoriamente, ser da Classe F. A Comissão Setorial de EPS da Abiquim informa que esses produtos têm em sua composição um elemento que retarda a propagação das chamas, tornando-os autoextinguíveis. Ou seja, não alimentam o fogo em caso de incêndio e acabam se “dissolvendo” quando expostos a altas temperaturas.

O derretimento acontece por volta dos 70°C e não cria resíduos que poderiam funcionar como combustível para propagação do incêndio. Como o EPS dissolve, não deve ser usado sozinho como elemento estrutural, mas sempre acompanhado de outros materiais, como malhas de aço ou concreto. Geralmente, o EPS é utilizado somente como produto para enchimento, aplicado no interior da laje ou de painéis, por exemplo.

“O EPS é uma solução mais inteligente e econômica para execução de edificações do que as opções tradicionais. O material garante uma série de vantagens, como a realização rápida da obra, canteiro limpo e isolamento térmico excelente”, Fanny Solange

“O tratamento do EPS é responsabilidade do fornecedor. Em caso de incêndio, o fogo não se propaga na edificação, ficando completamente localizado e controlável. Além disso, existe a camada de concreto nas paredes e na laje. Unindo ambas as características, é possível afirmar que a estrutura é mais resistente do que uma parede tradicional, de tijolos”, comenta a arquiteta.

MASSA ESPECÍFICA OU DENSIDADE

De acordo com a ABNT NBR 11.949 — Poliestireno Expandido para Isolação Térmica — Determinação da Massa Específica Aparente — a massa específica aparente do EPS de Classe F deve variar entre 13 e 25 kg/m3. De acordo com a Comissão Setorial de EPS da Abiquim, essa característica está diretamente relacionada a outras importantes propriedades, como a compressão.

O grupo indica que a maior densidade resultará na elevação dos níveis do conjunto de resistências (compressão, cisalhamento e flexão). Além disso, o aumento da massa específica do EPS também melhora os índices de condutividade térmica e absorção de umidade. Ou seja, peças maiores são capazes de amplificar o bloqueio de calor e, consequentemente, melhorar o conforto no ambiente interno.

CONDUTIBILIDADE TÉRMICA

O EPS é um isolante térmico por excelência. Quando aplicado em lajes, forma uma barreira capaz de retardar as trocas térmicas entre os ambientes externo e interno. “O coeficiente de isolação é muito alto, parâmetro que faz parte das características do composto químico por natureza. As propriedades e o desempenho são parecidos com os da lã de vidro”, compara Solange. Tal propriedade é explicada pela enorme quantidade de ar dentro do EPS. A camada dificulta a troca de temperatura entre dois ambientes. “Por isso, além da laje, a solução também é muito interessante para paredes”, indica a arquiteta.

RESISTÊNCIA À DEFORMAÇÃO

Quando usado em pisos ou obras de geotecnia, a resistência à deformação é uma das características mais importantes a ser observada. Atualmente, ainda não existe norma brasileira específica que norteie o aproveitamento em projetos geotécnicos. Esse tema está sendo estudado pela Comissão Setorial de EPS da Abiquim.

Na ausência de um documento nacional, é comum os projetistas utilizarem e recomendarem o EPS do tipo 5F, que apresenta densidade mínima de 22 kg/m³, resistência à compressão de 104 kPa e deformação de 10%, seguindo o que indica a ABNT NBR 11.752.

“Com o conforto térmico garantido, há menor exigência de condicionamento de ar. Isso quer dizer que o morador poderá economizar com a conta de energia elétrica ao mesmo tempo em que mantém sua casa com uma constante temperatura agradável”, Fanny Solange

SUSTENTABILIDADE

Apesar de não ser um material biodegradável, que se decompõe na natureza, o EPS é completamente reciclável. Cem por cento das sobras recolhidas nos canteiros podem ser recolhidas e enviadas para usinas de processamento. O material reciclado é utilizado como matéria-prima na produção de vários produtos, como molduras, rodapés e perfis para construção civil; solados plásticos para calçados; e insumos para concreto leve.

Além disso, o processo produtivo consome pouca água e não gera dejetos sólidos. No passado, o material era considerado vilão por utilizar em sua fabricação os gases CFCs (clorofluorcarbonetos), que danificam a camada de ozônio. No entanto, o elemento já foi substituído pelo inofensivo pentano. Outra vantagem é que em contato com o solo, não apresenta riscos de contaminação para águas subterrâneas e subsolo.

Na lista de ganhos ambientais figuram ainda os benefícios oferecidos para a edificação. “Com o conforto térmico garantido, há menor exigência de condicionamento de ar. Isso quer dizer que o morador poderá economizar com a conta de energia elétrica ao mesmo tempo em que mantém sua casa com uma constante temperatura agradável”, finaliza Solange.

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Fanny Solange – Arquiteta francesa formada pela Ecole Nationale Supérieure d’Architecture de Paris la Villette. É mestre em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição. Está cursando MBA em Gestão de Negócios no Ibmec. Trabalhou em grandes escritórios de arquitetura, como MPG Arquitetos e Associados, Landscape Jardins e Jairo de Senders. Foi gerente de projetos da Oikotie, onde desenvolveu habilidades em planejamento, liderança e gestão de pessoas. Atualmente, é CEO do escritório Domingos de Arquitetura.

Comissão Setorial de EPS da Abiquim – Composto por oito empresas, o grupo foi criado em 2007 com o objetivo de ampliar e promover o crescimento sustentável do setor de EPS através da normalização do material em diferentes aplicações, buscando atingir a qualidade padrão no mercado nacional.

By | 2018-09-25T19:58:29+00:00 setembro 25th, 2018|Categories: Sem categoria|0 Comments

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